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terça-feira, 9 de julho de 2024

 

ROBERTO MONTEIRO PINHO

GOVERNO: Falas polêmicas de Lula, gafes e fracasso nas articulações lesionaram a imagem do país no exterior

As frequentes viagens e falas polêmicas de Lula pelo mundo afora pioraram a percepção dos estrangeiros sobre o Brasil. Essa, pelo menos, é a opinião da maior parte dos 101 gestores, economistas, traders e “outros”, de 84 fundos de investimentos sediados em São Paulo e Rio de Janeiro. Os dados são dos que foram ouvidos pela Genial/Quaest entre os dias 14 e 15 de março deste ano.

De acordo com o levantamento, desde que Lula tomou posse, a imagem do Brasil no exterior piorou para 45% dos entrevistados. Outros 31% entendem que não houve alteração na visão dos estrangeiros sobre o país, e 25% acreditam que melhorou. A percepção do mercado sobre as incursões internacionais do petista vinha se deteriorando desde, pelo menos, julho do ano passado, mas disparou desde novembro de 2023, quando apenas 28% dos entrevistados notava uma piora.

As trapalhadas retóricas de Lula têm ajudado a piorar a avaliação do governo em todas as esferas e não só no mercado. No início deste mês, outra pesquisa, da mesma instituição, demonstrou a deterioração da imagem do presidente, com ênfase entre os evangélicos que rechaçaram as falas do petista sobre o Holocausto e o conflito na faixa de Gaza.

Economia e contradições com Haddad e embate no Congresso

O semestre não trouxe alento ao mercado e investidores. A situação econômica do Brasil é avaliada como ruim para 53% da população, enquanto 28% afirmam ser boa e outros 19% pontuam que é normal, segundo pesquisa da AtlasIntel.

A pesquisa também revelou que a situação do emprego é ruim para 57% dos brasileiros. Para 19% o cenário é bom e 24% avaliam como normal. Já a situação econômica da própria família é apontada como ruim para 34%, boa para 23% e normal para 43% dos entrevistados. Segundo a pesquisa da AtlasIntel, a situação do emprego vai ser boa para 49% dos entrevistados daqui a seis meses, enquanto 41% afirmam que vai estar ruim e 10% dizem que estará normal.

ELEIÇÃO-USA- I: Kamala é o nome provável para substituir Biden

Para apoiadores de Biden o primeiro debate presidencial de 2024 entre Donald Trump e Joe Biden foi desastroso para o atual presidente dos EUA. Biden, (81 anos), foi confuso, tropeçando em suas palavras em diversos momentos, fazendo com que, em comparação, Trump, de 78 anos, famoso por seus discursos acelerados e difíceis de acompanhar, parece controlado e lúcido.

Tanto os eleitores quanto o Partido Democrata já perceberam. Apesar de os líderes da sigla terem cerrado fileiras em apoio a Biden e de a Casa Branca ter insistido que ele “absolutamente não” vai desistir da disputa, há muita especulação sobre outros possíveis candidatos para enfrentar Trump em novembro.

Com o sinal vermelho alerta, o núcleo da campanha, cogita substituir Biden a sua vice, Kamala Harris, vem sendo cogitada. Em 2020, se tornou a primeira mulher vice-presidente dos EUA. Sem experiência política e partidária, Harris teve dificuldades para se estabelecer como uma referência independente de Biden, durante seu tempo no governo. Encarregada de liderar a resposta dos EUA à imigração em massa da América Latina. Ela fracassou amplamente em conter a migração, e a campanha de Trump já usa esse fiasco contra ela.

ELEIÇÃO-USA- II: Harris construiu uma velada imagem de porta-voz dos direitos reprodutivos, tornando-se inclusive a primeira vice-presidente da história a visitar uma clínica de aborto em março deste ano. Sua identidade de gênero e herança podem até ajudá-la a garantir o apoio de mais eleitores do sexo feminino, negros e do Sudeste Asiático. Ao mesmo tempo, sua carreira como promotora na Califórnia a deixa aberta a ataques de partes da esquerda, melhor resumidos no slogan “Kamala é uma policial” que assombrou sua candidatura presidencial em 2019.

Ela já está na chapa com Joe Biden, e a princípio poderia ter acesso legal aos fundos que os dois levantaram para a campanha deles. Esses fundos somam atualmente cerca de 91 milhões de dólares (R$ 500 milhões), enquanto outros políticos teriam de pedir novos fundos a doadores, o que os colocaria em desvantagem em relação à já estabelecida campanha de Trump.

Se nomeada como candidata do partido, Kamala Harris, de 59 anos, ficaria com o dinheiro arrecadado pela campanha de Biden e herdaria a infraestrutura da campanha, disseram as fontes. Ela também tem o maior reconhecimento de nome entre todas as alternativas e o maior índice em pesquisa de opinião entre os democratas que poderiam ser seriamente considerados candidatos, segundo as fontes.

Em uma pesquisa Reuters/Ipsos publicada na terça-feira, Kamala ficou atrás de Trump por um ponto percentual, 42% a 43%, uma diferença que estava dentro da margem de erro de 3,5 pontos percentuais da pesquisa, um resultado estatisticamente tão forte quanto o de Biden

Tereza Basílio lidera pesquisa informal para eleição na OABRJ-2024

O novo comando da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para os próximos anos serão decididos em novembro de 2024, com as eleições diretas para as presidências das seccionais de todo país. As novas diretorias nos estados e as futuras conselheiras e conselheiros federais para o triênio 2025-2027.

Ligando o termômetro da eleição o Núcleo de Conteúdo ANIBRPress realizou nos dias 24 a 27 de junho, uma pesquisa espontânea e informal, (oficiosa) para saber o que pensam os advogados e advogadas. O processo eleitoral da OAB neste ano acontecerá quase que, concomitantemente, com as eleições municipais, o que poderá influenciar o eleitor.

Os mais citados e o alto número sem indicação de candidato 

As disputas já foram alavancadas, e o clima começou a ganhar densidade em alguns estados, com as seccionais do Ceará, Pará, Piauí, São Paulo, Paraná, Distrito Federal, Paraíba, Roraima e Rio de Janeiro. De olho no voto feminino os pré-candidatos que se lançaram na disputa, apareceram na preferência dos colegas. No Rio de Janeiro, a vice-presidente da Seccional Ana Tereza Basílio foi citada por 29,7%, seguido de Silvia Drummond, 13,1%, Marcello Oliveira com 9,2% e Roque Z com 4,9%. Outros nomes foram citados na pesquisa espontânea, Álvaro Quintão, 1,6% e Sergio Coelho, 1,1. Não opinaram, 38,4%.

Pela primeira vez na história das eleições da OABRJ estará em vigor o sistema de cotas e paridade de gênero aprovado pelo Conselho Federal da OAB em novembro de 2020. De acordo com a decisão, a composição de uma chapa deverá atender a percentuais pré-estabelecidos de gênero e etnia. Tanto o Conselho Titular quanto o Suplente deverão apresentar proporções iguais de homens e mulheres.

O mesmo se repete na escolha dos conselheiros federais. Os dois grupos de três nomes – titulares e suplentes – devem ser formados por uma combinação equilibrada de gêneros. No caso das diretorias da OABRJ e da Caarj, formada por cinco diretores, eles devem, obrigatoriamente, ser três de um gênero e dois do outro. Para a suplência da Caixa, as duas vagas devem ser preenchidas por uma pessoa de cada gênero.

Regras das eleições

Podem candidatar-se, conforme o art. 63, § 2º, do Estatuto da Advocacia, o advogado e a advogada “com situação regular junto à OAB, não ocupar cargo exonerável ad nutum, não ter sido condenado por infração disciplinar, salvo reabilitação, e exercer efetivamente a profissão há mais de cinco anos".

Para votar, os advogados brasileiros deverão regularizar a situação financeira junto à Seccional que possuem inscrição até, no máximo, 30 dias antes da data da eleição. A exigência consta do (artigo 133, parágrafo 2º, II) e do (artigo 12, VII), do Conselho Federal da OAB, que regulamenta procedimentos, critérios, condições de elegibilidade, normas de campanha eleitoral e pressupostos de proclamação dos eleitos para os cargos de conselheiros, para a diretoria do Conselho Federal, Seccionais, Subseções e a Diretoria das Caixas de Assistência dos Advogados.

É importante que os profissionais se atentem para a data limite para a regularização da situação financeira perante a OAB. A votação é obrigatória a todos os advogados regularmente inscritos na OAB, sob pena de multa. Quem faltar ao processo eleitoral terá de apresentar justificativa e documento que comprove a razão que o impediu de ir às urnas.

Imagem:Arquivo

ROBERTO MONTEIRO PINHO - Jornalista, escritor, CEO em Jornalismo Investigativo, ambientalista, Presidente da Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI, Associação Emancipacionista da Região da Barra da Tijuca – AEBAT e Clube dos Jornalistas do Brasil CJB. Membro da ALB - Federação das Academias de Letras do Brasil, Técnico em Arbitragem. (Lei 9307/1996). Ex - Dirigente da Central Geral dos Trabalhadores – CGT, Observador para Assuntos sobre Liberdade de Imprensa no Parlamento Europeu e Direitos Humanos na ONU. Editor Executivo da Revista PeopleNews Brasil-USA, ANIBRPress, STANDERNews.com, Jornal TribunaToday.com. Escreve para Portais, sites, titular de blog de notícias Nacionais e Internacionais, blog Análise & Política. Repórter Correspondente de Guerra. Autor da obra: Justiça Trabalhista do Brasil (Edit. Topbooks), e dos livros e-book: “Os inimigos do Poder”, ”Mr. Trump na visão de um jornalista brasileiro”, “Quando ouço uma Canção” e “Manual da Emancipação”.

"Esta publicação opinativa encontra-se em conformidade com a LGPD, lei nº 13.709, 14 de agosto de 2018."