REDES SOCIAIS:
ROBERTO MONTEIRO PINHO
Tráfico de mídia, realizados por amadores e influenciadores, violam princípios de direito
O uso da mídia eletrônica visando monetização, vem causando forte lesão
ao direito das pessoas, e suas mensagens correm soltas, sem a devida cautela e
proteção dos internautas, notadamente a segurança patrimonial e social. O
espaço da internet se tornou fértil para golpistas e aventureiros, que usam
ferramentas de blindagem, para atuar sem serem identificados.
O fato é que a comunicação midiática virou “terra arrasada”. Qualquer
pessoa com acesso a um smartphone, tablete ou computador, até mesmo no ambiente
de uma lan house, pode produzir conteúdo
de sua livre criação, ou fazendo uso da Inteligência Artificial (IA), criar
posts atrativos, e com isso conquistar seguidores e cliques, que sedimentam uma
rede mundial de 4,3 bilhões de internautas.
São milhões de amadores oferecendo serviços de
emulsionamento que se apresentam como influenciadores, sem que tenham a cultura
dos assuntos, lesando consumidores, sem que exista comprometimento para com esse
segmento contratante, já que o contratado, é gerador de lucro, e recebe em
troca a monetização das publicações, sem a responsabilidade de resultado.
No universo da intervenção estatal, somente nações conservadores e
comunistas, consegue controlar a mídia, assim mesmo no ânimo de coibir,
enveredam pelo caminho da violação de direitos e mergulham o setor na Censura.
O ranço da opressão causa o mal pelo mal, e a regra não possui exceção. A
política de exceção não deve prosperar, mesmo que tenha como suporte o crime
cibernético. Os tribunais do país precisam focar estando atentos a pratica do
bom direito até mesmo para alcançar o seu principal objetivo em defesa da
sociedade.
No extremo da atividade na mídia, coalham milhões de todos os tipos de golpes, crimes contra a criança e menores, mulheres vulneráveis, idosos e total invasão da privacidade, rompendo a segurança nas redes, o que torna esse capítulo, o principal no ranking das prioridades dos governos que combatem o crime cibernético. Neste aspecto venho defendendo e continuo acreditando que as plataformas precisam ser reguladas e a partir de uma lista de postagem criminosas, blindando no universo das redes.
Cinco dos principais crimes digitais:
- 1. Sequestro de dados digitais
- 2. Clonagem de chip
- 3. Phishing
- 4. Fake News
- 5. Distribuição de malware
Hoje 80% das redes sociais que publicam notícias, não são profissionais,
eis que não são assistidas por editores, jornalista e profissionais da
comunicação. O objetivo desses atores é único e exclusivo alcançar número de
acessos para serem contemplados com a monetização dos provedores. Na
verdade, pouco importa a autenticidade ou qualidade da publicação.
São essas empresas que detém o controle da internet, que se dedicam a
vender os registros das pessoas pelo preço mais alto. Em particular, os
corretores de dados ("data brokers", em inglês) que buscam conseguir elementos como o que a pessoa
compra, o que pesquisa online, as suas contas em redes sociais, as doenças que
possui, os seus rendimentos, as suas dívidas ou o carro que utiliza. Ou seja,
todos os tipos de informações.
Depois de conseguir esses dados, os corretores os comercializa a quem
queira comprar. Podem ser seguradoras, bancos, possíveis empregadores, ou, em
algumas situações, até mesmo governos e quadrilhas que atuam nas redes.
Esses "abutres de dados" também são empresas de marketing.
Ninguém quer ver anúncios de coisas nas quais não tem interesse, por isso
buscam mostrar anúncios personalizados.
Parece inocente, mas essa prática é muito mais perversa do que isso.
Imagine que você entra em qualquer página da internet que tenha anúncios e,
enquanto a página está carregando, são fornecidas em tempo real informações com
seus dados para centenas de empresas que podem querer te mostrar um anúncio sem
que você tenha consentido. Essas suas informações que são vendidas, podem
incluir aspectos muito sensíveis como o poder aquisitivo, a localização, a
orientação sexual ou política e suas dívidas.
Todo esse pacote que chega a centenas de empresas com as suas
informações fica guardado e cada um dos donos dessas informações pode vendê-las
a outras empresas. E se houver uma violação ou invasão virtual, esses dados
podem terminar na "dark web" (área da internet de pouco controle)
para serem vendidos a qualquer pessoa.
Eu considero o Facebook como plataforma número um dos "abutres de
dados" porque é uma empresa que, basicamente, ganha dinheiro a partir da
exploração das informações pessoais dos usuários, ficando em segundo plano a
publicidade em sua plataforma.
Uma multidão de amadores, aficionados na engrenagem da computação, se
acham, sabedores da comunicação sem, contudo, terem a experiência do jornalismo
e sequer da realidade que essa atividade exige, para sua melhor manipulação,
sem ferir e causar danos aos usuários, seja no campo financeiro, ou da
informação fake.
(Imagem: Internet).
ROBERTO MONTEIRO PINHO - Jornalista, escritor, CEO em
Jornalismo Investigativo, Ambientalista, Presidente da Associação Nacional e
Internacional de Imprensa – ANI, Associação Emancipacionista da Região da Barra
da Tijuca – AEBAT e Clube dos Jornalistas do Brasil - CJB. Membro da ALB -
Federação das Academias de Letras do Brasil, Técnico em Arbitragem. (Lei
9307/1996). Ex - Dirigente da Central Geral dos Trabalhadores – CGT, Observador
para Assuntos sobre Liberdade de Imprensa no Parlamento Europeu e Direitos
Humanos na ONU. Coordenador do Gabinete de Crise – ANI. Editor Executivo da
Revista ANIBRPress.com, STANDERNews.com, Jornal TribunaToday.com. Titular de
Portais, sites e Núcleo de Pesquisas ANIBRPress. Consultor Editorial. Titular
de blog de notícias Nacionais e Internacionais, blog Análise & Política.
Repórter Correspondente de Guerra. CEO em editoria de jornais, revistas e obras
literárias. Autor da obra: Justiça Trabalhista do Brasil (Edit. Topbooks), e
dos livros e-book: “Os inimigos do Poder”, ”Mr. Trump na visão de um jornalista
brasileiro”, “Superação”, “Quando ouço uma Canção”, “O Sistema”, “Arbitragem -
Ao alcance da Sociedade” e “Manual da Emancipação”., Programa CONEXAONEWS – 525
TV MAX HD.