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domingo, 18 de maio de 2025

 REDES SOCIAIS:

                                                                                                             ROBERTO MONTEIRO PINHO 

Tráfico de mídia, realizados por amadores e influenciadores, violam princípios de direito

O uso da mídia eletrônica visando monetização, vem causando forte lesão ao direito das pessoas, e suas mensagens correm soltas, sem a devida cautela e proteção dos internautas, notadamente a segurança patrimonial e social. O espaço da internet se tornou fértil para golpistas e aventureiros, que usam ferramentas de blindagem, para atuar sem serem identificados.

O fato é que a comunicação midiática virou “terra arrasada”. Qualquer pessoa com acesso a um smartphone, tablete ou computador, até mesmo no ambiente de uma lan house, pode produzir conteúdo de sua livre criação, ou fazendo uso da Inteligência Artificial (IA), criar posts atrativos, e com isso conquistar seguidores e cliques, que sedimentam uma rede mundial de 4,3 bilhões de internautas.

São milhões de amadores oferecendo serviços de emulsionamento que se apresentam como influenciadores, sem que tenham a cultura dos assuntos, lesando consumidores, sem que exista comprometimento para com esse segmento contratante, já que o contratado, é gerador de lucro, e recebe em troca a monetização das publicações, sem a responsabilidade de resultado.

No universo da intervenção estatal, somente nações conservadores e comunistas, consegue controlar a mídia, assim mesmo no ânimo de coibir, enveredam pelo caminho da violação de direitos e mergulham o setor na Censura. O ranço da opressão causa o mal pelo mal, e a regra não possui exceção. A política de exceção não deve prosperar, mesmo que tenha como suporte o crime cibernético. Os tribunais do país precisam focar estando atentos a pratica do bom direito até mesmo para alcançar o seu principal objetivo em defesa da sociedade.

No extremo da atividade na mídia, coalham milhões de todos os tipos de golpes, crimes contra a criança e menores, mulheres vulneráveis, idosos e total invasão da privacidade, rompendo a segurança nas redes, o que torna esse capítulo, o principal no ranking das prioridades dos governos que combatem o crime cibernético. Neste aspecto venho defendendo e continuo acreditando que as plataformas precisam ser reguladas e a partir de uma lista de postagem criminosas, blindando no universo das redes.

Cinco dos principais crimes digitais:

Hoje 80% das redes sociais que publicam notícias, não são profissionais, eis que não são assistidas por editores, jornalista e profissionais da comunicação. O objetivo desses atores é único e exclusivo alcançar número de acessos para serem contemplados com a monetização dos provedores. Na verdade, pouco importa a autenticidade ou qualidade da publicação.

São essas empresas que detém o controle da internet, que se dedicam a vender os registros das pessoas pelo preço mais alto. Em particular, os corretores de dados ("data brokers", em inglês) que buscam conseguir elementos como o que a pessoa compra, o que pesquisa online, as suas contas em redes sociais, as doenças que possui, os seus rendimentos, as suas dívidas ou o carro que utiliza. Ou seja, todos os tipos de informações.

Depois de conseguir esses dados, os corretores os comercializa a quem queira comprar. Podem ser seguradoras, bancos, possíveis empregadores, ou, em algumas situações, até mesmo governos e quadrilhas que atuam nas redes.

Esses "abutres de dados" também são empresas de marketing. Ninguém quer ver anúncios de coisas nas quais não tem interesse, por isso buscam mostrar anúncios personalizados.

Parece inocente, mas essa prática é muito mais perversa do que isso. Imagine que você entra em qualquer página da internet que tenha anúncios e, enquanto a página está carregando, são fornecidas em tempo real informações com seus dados para centenas de empresas que podem querer te mostrar um anúncio sem que você tenha consentido. Essas suas informações que são vendidas, podem incluir aspectos muito sensíveis como o poder aquisitivo, a localização, a orientação sexual ou política e suas dívidas.

Todo esse pacote que chega a centenas de empresas com as suas informações fica guardado e cada um dos donos dessas informações pode vendê-las a outras empresas. E se houver uma violação ou invasão virtual, esses dados podem terminar na "dark web" (área da internet de pouco controle) para serem vendidos a qualquer pessoa.

Eu considero o Facebook como plataforma número um dos "abutres de dados" porque é uma empresa que, basicamente, ganha dinheiro a partir da exploração das informações pessoais dos usuários, ficando em segundo plano a publicidade em sua plataforma.

Uma multidão de amadores, aficionados na engrenagem da computação, se acham, sabedores da comunicação sem, contudo, terem a experiência do jornalismo e sequer da realidade que essa atividade exige, para sua melhor manipulação, sem ferir e causar danos aos usuários, seja no campo financeiro, ou da informação fake.

(Imagem: Internet).

ROBERTO MONTEIRO PINHO - Jornalista, escritor, CEO em Jornalismo Investigativo, Ambientalista, Presidente da Associação Nacional e Internacional de Imprensa – ANI, Associação Emancipacionista da Região da Barra da Tijuca – AEBAT e Clube dos Jornalistas do Brasil - CJB. Membro da ALB - Federação das Academias de Letras do Brasil, Técnico em Arbitragem. (Lei 9307/1996). Ex - Dirigente da Central Geral dos Trabalhadores – CGT, Observador para Assuntos sobre Liberdade de Imprensa no Parlamento Europeu e Direitos Humanos na ONU. Coordenador do Gabinete de Crise – ANI. Editor Executivo da Revista ANIBRPress.com, STANDERNews.com, Jornal TribunaToday.com. Titular de Portais, sites e Núcleo de Pesquisas ANIBRPress. Consultor Editorial. Titular de blog de notícias Nacionais e Internacionais, blog Análise & Política. Repórter Correspondente de Guerra. CEO em editoria de jornais, revistas e obras literárias. Autor da obra: Justiça Trabalhista do Brasil (Edit. Topbooks), e dos livros e-book: “Os inimigos do Poder”, ”Mr. Trump na visão de um jornalista brasileiro”, “Superação”, “Quando ouço uma Canção”, “O Sistema”, “Arbitragem - Ao alcance da Sociedade” e “Manual da Emancipação”., Programa CONEXAONEWS – 525 TV MAX HD.