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domingo, 13 de setembro de 2026

 

STF: Crise do Supremo abala economia, sequela eleição e causa descrédito internacional

ROBERTO MONTEIRO PINHO

O Supremo Tribunal Federal (STF), vem criando a exemplo de outras fases da República, embates corporativos entre seus titulares. O histórico político do país, já protagonizou insegurança jurídica, desde os presidentes, Floriano Peixoto (1891-1894) quando aposentou compulsoriamente quatro ministros – quase um terço do Tribunal – entre 1892 e 1893. Getúlio Vargas, ainda como chefe do governo provisório, reduziu de 15 para 11 os ministros do STF, e em seguida aposentou compulsoriamente seis dos que restaram.

No período da ditadura militar foi instituído o Ato Institucional (AI) nº 2, de 1965, aumentando de 11 para 16 o número de ministros nomeados pelos governos civis, como reação a sucessivos habeas corpus concedidos a opositores do regime. Em 1969, com base no AI-5, três ministros foram aposentados compulsoriamente e outros dois solicitaram aposentadoria, temendo ser cassados. Restaurada a composição com 11 ministros, que ora tumultuam a a estabilidade republicana.

Olhando oh radar do momento que o Supremo atravessa, é bom frisar que jamais houve uma ação penal contra ministros, ou foram iniciados processos de impeachment de seus titulares pelo Senado. Por sua vez, a posição de funcionar como juiz da licitude da conduta de seus membros, ou de vê-los tornados réus.

 

O papel ruidoso da imprensa

 

Esse articulista, avalia que é temeroso afirmar que ocorrera alguma punição severa aos envolvidos. Indico aqui, a superveniência dos episódios quando                                                  em 1910, o então Ministro Marco Aurélio, foi o único que votou vencido, contra a instauração do chamado inquérito das fake news – aberto de ofício e distribuído sem sorteio pelo Presidente Dias Toffoli ao Ministro Moraes.

 

A oposição e a imprensa, fez ser conhecido como (inquérito do fim do mundo). Por essas e outras, capitaneado pelas ocorrências na Corte, avalio ser quase impossível prosperar uma ação penal no “Supremo, contra o Supremo”.

 

Os ministros alinhados a Alexandre de Moraes – Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, Gilmar, atuado, trabalham em defesa do colega. No julgamento, a que tudo indica, e possível que a maioria seguirá o parecer do procurador-geral Flávio Gonet, que se manifestou pelo arquivamento do caso. Em seu parecer, aponta que o ministro André Mendonça se antecipou ao plenário quando investigou Moraes de ofício.

 

O episódio provocou manifestações de juristas, ex-ministros, e opinião expressa da Professora e doutora em Direito Constitucional, Ana Laura Barbosa que vem se propões a defesa um código de conduta para o STF recuperar sua credibilidade.

 

Os casos Master e do INSS/Eleitores não são influenciados

 

O presidente do STF, Edson Fachin, negou um pedido de Moraes para que André Mendonça fosse julgado na mesma sessão que ele na terça-feira (15). O Ministro negou, e marcou a análise do caso de Mendonça para o próximo dia 23. Na mesma tônica, tirou das mãos de Mendonça a petição n°16.662, que informa o procedimento que investiga se Moraes firmou um contrato milionário para proteger Daniel Vorcaro. Diligente pediu para a PF se manifestar sobre o estado dos dados brutos extraídos do celular de Vorcaro.

 

O presidente do STF também pediu para Mendonça remeter a ele as investigações do Master e do INSS sem deixar claro se o manterá na relatoria desses casos no futuro. Segundo pesquisa divulgada pela Datafolha, para 76% dos brasileiros, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) possuem poderes excessivos.

 

O levantamento veio em meio à maior crise institucional da história do Supremo. O Datafolha também revelou que a maioria dos eleitores do País não mudou ou não irá mudar seu voto nas eleições presidenciais após os recentes escândalos envolvendo ministros do Supremo.

 

O Estado Democrático e de direito deve ser respeitado

 

O fato é que a credibilidade do Judiciário está ligada à sua interlocução as demandas sociais, contempladas com decisões justas e imparciais. A prática escorreita dos juízes, especialmente na Suprema Corte, é necessária para dar a credibilidade do sistema. Decisões isoladas, autoritária e tendenciosas nodoam a justiça como um todo. O problema das decisões monocráticas, que podem levar a um protagonismo individual e à falta de transparência.

 

A fundamentação adequada, baseada em normas e precedentes, é essencial para garantir a legitimidade das decisões judiciais. A sociedade pugna por um Judiciário forte, independente e transparente, garantidor da proteção do estado democrático de direito, liberdade de expressão e da Imprensa

 

Roberto Monteiro Pinho - Jornalista- escritor/Imagem: Internet.